segunda-feira, 15 de junho de 2009

Ter razão ou ser feliz?

Participo de um programa e um texto simples com este título caiu em minhas mão: "Ser feliz ou ter razao?"

O texto curto narra um momento simples na vida de um casal: Eles estão indo de carro a uma festa. No meio do caminho eles discutem quanto ao roteiro. Ele acredita que o caminho a seguir é um e ela acredita que é outro. Por fim, o marido, que está ao volante, toma o caminho que acredita ser o certo, e descobre que estava errado. Uma nova discussão parece iniciar-se, pois ele a questiona: "Se você tinha tanta certeza de que eu estava errado, por que não me convenceu a seguir a sua opinião?" e ela responde: "Nós estavamos prestes a iniciar uma briga que certamente iria estragar a nossa noite..."

Acho que algo em mim mudou após ler este texto. Quantas vezes em nossas vidas estragamos um momento só para provar que estamos certos?
Às vezes ter razão ou não nem é o mais importante, mas o orgulho grita lá dentro, dilacerando o bom senso.. e este, coitado, cansado dos golpes, cede aos desejos do ego...

A humanidade tem ao longo da história criado motivos para contestar o outro. Mas será que é mesmo tão importante provar que o outro está errado? Sim, porque muitas vezes a questão nem é provar que se está certo, mas que o outro errou.

Engraçado como conseguimos resolver todas as questões do mundo que nos agridem, como doenças (remédios), clima (condicionadores de ar), etc. Mas criamos problemas tão gigantes na estrutra social que formamos que não conseguimos resolver questões de bom senso..

E aqui volto àquela mulher no carro... uma leve mudança no ângulo do conflito nos diz quem tem razão... ter razzão no caminho a seguir, ou ser feliz durante o percurso?...

Telhado de Palha

Ai meu Pará, Paraná, Paraíba
Ai me Ceará, Guanambi, Guanaíba
Gente de força e de guarra
Que ri e que gira nas voltas gigantes
Das rodas girantes da vida

Ai me Boi-Bumbá, minha baiana, minha índia
Ai meu chegar, bem querer
Que devagar vai tomando lugar
nas estradas e entradas da vida

Na Copacabana do mar,
Nos rios do Amapá,
São Francisco, Sebastiano Ipirá

Ai meu Olorum, jóia de ouro
Tesouro escondido na fonte
Na fronte distante do mundo

Pequeno Erê, vatapá
Carurú, munguzá
Meu Brasil, brasileiro que há

Nos cocás do guerreiro,
Arqueiro das casas de Dulce
Rio do Sul, Rio Grande,
Jacarés escondidos no seu quintal

Meu Brasil, bailarino, Catarino
Tehado de palha, meu lugar.

(Natan Duarte)