Ai meu Pará, Paraná, Paraíba
Ai me Ceará, Guanambi, Guanaíba
Gente de força e de guarra
Que ri e que gira nas voltas gigantes
Das rodas girantes da vida
Ai me Boi-Bumbá, minha baiana, minha índia
Ai meu chegar, bem querer
Que devagar vai tomando lugar
nas estradas e entradas da vida
Na Copacabana do mar,
Nos rios do Amapá,
São Francisco, Sebastiano Ipirá
Ai meu Olorum, jóia de ouro
Tesouro escondido na fonte
Na fronte distante do mundo
Pequeno Erê, vatapá
Carurú, munguzá
Meu Brasil, brasileiro que há
Nos cocás do guerreiro,
Arqueiro das casas de Dulce
Rio do Sul, Rio Grande,
Jacarés escondidos no seu quintal
Meu Brasil, bailarino, Catarino
Tehado de palha, meu lugar.
(Natan Duarte)
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